sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

NEM CINCO MINUTOS GUARDADOS

Não há guarda-chuva contra o amor

Tanto faz qual é a cor da sua blusa

Tanto faz a roupa que você usa

Faça calor ou faça frio

É sempre carnaval no Brasil

Não há pára-raio contra o que vem de baixo...

FELIZ!

FELIZ! FELIZ!

FELIZ! FELIZ! FELIZ!

FELIZ! FELIZ! FELIZ! FELIZ!

FELIZ! FELIZ! FELIZ! FELIZ! FELIZ!

FELIZ! FELIZ!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

SÓ UM AMOR É TÃO BONITO

o amor enfim ficou senhor de mim e eu fiquei assim calado sem latim coisas da vida como foi que eu cheguei aqui quem me diria que esse era meu fim olho no teu olhar a festa de estar de bem com a vida o luar girou a sorte me pegou tesouro te encontrarei sem garimpar no ouro da paixão na febre da paixão estão em mim ser o senhor e ser a presa é um mistério, a maior beleza amor é dom da natureza amar é laço que não escraviza nunca é igual se for bem natural se for de coração além do bem e do mal coisas da vida. . .

terça-feira, 18 de novembro de 2008

METADE



Que a força do medo que tenho/ Não me impeça de ver o que anseio/ Que a morte de tudo em que acredito/ Não me tape os ouvidos e a boca/ Porque metade de mim é o que eu grito/ Mas a outra metade é silêncio/ Que a música que ouço ao longe/ Seja linda ainda que tristeza/ Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada/ Mesmo que distante/ Porque metade de mim é partida/ Mas a outra metade é saudade/ Que as palavras que eu falo/ Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor/ Apenas respeitadas/ Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos/ Porque metade de mim é o que ouço/ Mas a outra metade é o que calo/ Que essa minha vontade de ir embora/ Se transforme na calma e na paz que eu mereço/ Que essa tensão que me corrói por dentro/ Seja um dia recompensada/ Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão/ Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável/ Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso/ Que eu me lembro ter dado na infância/ Por que metade de mim é a lembrança do que fui/ Mas a outra metade eu não sei/ Que não seja preciso mais do que uma simples alegria/ Pra me fazer aquietar o espírito/ E que o teu silêncio me fale cada vez mais/ Porque metade de mim é abrigo/ Mas a outra metade é cansaço/ Que a arte nos aponte uma resposta/ Mesmo que ela não saiba/ E que ninguém a tente complicar/ Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer/ Porque metade de mim é a platéia/ A outra metade é a canção/ E que a minha loucura seja perdoada/ Porque metade de mim é amor/ E a outra metade também.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

TOQUE A BALADA DO AMOR INABALÁVEL

Eu levo essa canção
De amor dançante
Prá você lembrar de mim
Seu coração lembrar de mim
Na confusão do dia-a-dia
No sufoco de uma dúvida
Na dor de qualquer coisa
É só tocar essa balada
De swing inabalável
Que é o oásis pr'o amor
Eu vou dizendo
Na seqüência bem clichê
Eu preciso de você
(...)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

DISRITMIA

.
Eu quero me esconder debaixo dessa sua saia
[prá fugir do mundo]
Pretendo também me embrenhar no emaranhado
[desses seus cabelos]
Preciso transfundir seu sangue pro meu coração
[que é tão vagabundo]
Me deixe te trazer num dengo prá num cafuné
[fazer os meus apelos]
.
Eu quero ser exorcizado pela água benta desse olhar infindo
Que bom é ser fotografado mas pelas retinas dos seus olhos lindos
[Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia]
.
Vem logo vem curar teu nego que chegou de porre lá da boemia
Vem logo vem curar teu nego que chegou de porre lá da boemia
Vem logo vem curar teu nego que chegou de porre lá da boemia
Vem logo vem curar teu nego que chegou de porre lá da boemia
.
(...)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

MEU AMOR, MEU BEM, ME AME


Meu amor, meu bem
Repare no meu cabelo
No meu terno engomado
No meu sapato
Eu sou um dragão de pêlo
Eu cuspo fogo
Não me esconda o jogo
Ou berro no ato...
Meu amor, meu bem, sacie, mate
Minha fome de vampiro
Senão eu piro
Viro Hare-Krishna
Hare Hare Hare
Não me desampare
Ou eu desespero...
Meu amor ele é demais
Nunca de menos
Ele não precisa
De camisa-de-vênus
Ouça o que eu vou dizer
Meu bem me ouça
O que ele precisa
É de uma camisa-de-força...
Você é a minha cura
Se é que alguém tem cura
Você quer que eu
Cometa uma loucura
Se você me quer!
Cometa!...
(...)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

DUBLÊ DE CORPO

Eu não reconheço mais, olhando as fotos do passado
Habitante do meu corpo, deste estranho dublê de retratos
Talvez até eu já vivesse em algum corpo emprestado
Esperando só por você pra reunir meus pedaços
Foi tanta força que eu fiz por nada
Pra tanta gente eu me dei de graça
Só pra você eu me poupei
Será que o tempo sempre disfarça
Tomara um dia isso tudo passa
Desculpa as mágoas que eu deixei
(...)